SAIBA MAIS SOBRE ESSA FLORADA
Uma florada delicada, de doçura equilibrada e final elegante.

A florada de Uva Japonesa nasce das flores da Hovenia dulcis, árvore de origem asiática que encontrou no sul do Brasil boas condições para se desenvolver. Apesar do nome, não tem relação com a videira: a designação vem do pedúnculo carnudo e adocicado que a árvore forma depois da floração. O que interessa às abelhas, porém, vem antes. São as flores, pequenas e reunidas em inflorescências claras e aromáticas, que liberam um néctar abundante e de perfil delicado.
A árvore floresce em um período definido, e é nesse intervalo que as abelhas concentram o trabalho. As flores são discretas, mas aparecem em grande número e agrupadas, o que permite às operárias visitar muitas delas em pouco tempo. É essa concentração que torna possível um mel com identidade própria, e não apenas uma nota dentro de um multifloral.
Por depender de uma espécie específica e de uma janela de floração mais curta, é uma florada menos comum que as tradicionais. Cada safra reflete as condições daquele ano, do clima ao vigor da floração, o que faz dela um mel produzido em menor escala e com caráter próprio.
O néctar dessas flores dá origem a um mel de coloração clara a âmbar suave, com aroma floral fino e um leve toque que remete a frutas maduras. A doçura é presente, mas nunca excessiva, e o conjunto se mantém macio do começo ao fim. É um mel elegante no sentido mais direto da palavra: não disputa espaço com o que acompanha, apenas acrescenta.
Cor
Clara a âmbar suave.
Aroma
Floral delicado, com leve toque frutado.
Sabor
Suave, equilibrado e levemente frutado, com final elegante.
Leitura de paladar
A entrada é limpa e macia, sem picos. Logo depois aparecem as notas florais, discretas, seguidas de um leve tom frutado que traz frescor ao conjunto. O final é longo, mas leve, e deixa uma lembrança delicada em vez de peso. É uma florada que agrada tanto no consumo puro quanto acompanhando preparos mais suaves.
Combina especialmente bem com frutas frescas, queijos leves, iogurtes naturais e pães artesanais. Em chás suaves, adoça sem cobrir o aroma da infusão. Na cozinha, funciona para finalizar frutas, compor molhos leves e acompanhar tábuas de queijos, além de trazer um toque delicado a sobremesas em que o mel precisa aparecer sem dominar.